segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A alegria e simpatia de um povo


Na sequência  da passagem de ano, partimos em busca do primeiro local aberto e disponível para receber mais duas pessoas. No primeiro local que vimos com indicios de festa de fim de ano parámos e perguntámos se ainda aceitavam duas pessoas. A melhor resposta de boas vindas foi: "Até podiam ser 30. São sempre benvindos". Em 25 minutos limitámo-nos ao que restava do bufete: arroz e frango grelhado, e com muita dificuldade conseguimos estar a abrir a garrafa de champanhe as 00h00. Não tinham decorações caras, nem um bufete recheado de iguarias, nem um dj vindo da capital propositadamente para o efeito. Foi tudo feito com a "prata" da casa. A simpatia e a disponibilidade e cuidado em virem sempre junto de nós perguntar se estava tudo bem, se era necessário mais alguma coisa, cativou-nos e transformou aquele inicio de noite em algo mágico.
Na pista de dança, os casais ou aqueles que não precisavam de par, deslizavam na pista ao sabor da musica. Os mais velhos e garbosos da sua postura, mostraram aos mais novos como dançar uma kizomba e fazer a mulher deslizar na pista aceitando ser conduzida pelo macho. Os mais novos, em outros tipos de musica, como o Kuduro e house, mostraram como sabiam dançar. Fascinou-me em particular duas moça, com uma agilidade corporal e uma sintonia entre a musica e os movimentos corporais. Espectáculo lindo de se ver. Outros já atestados demais pela bebida, encaram os ritmos como quase danças tribais, onde os olhos se esvaziaram de tudo que não fosse um qualquer tipo de feitiço musical. Quando saímos, ainda era a noite uma criança para todos quantos lá ficaram, saimos de coração cheio e a sensação de que estamos mais cotas do que os cotas que lá ainda ficaram.
É isso que Angola tem de bom, de lindo, de mágico. Aquela sensação de nos abrirem a porta de casa e do coração, receberem-nos com alegria e com tristeza se despedirem de nós

Sem comentários:

Enviar um comentário